Chegada do vírus influenza A (H3N2) subclado K ressalta a importância da vacinação, DF já registra cerca de 6 óbitos

Destaque

Chegada do vírus influenza A (H3N2) subclado K ressalta a importância da vacinação, DF já registra cerca de 6 óbitos

DF já aplicou 100 mil doses contra a gripe. Saiba quem deve imunizar-se

A confirmação da presença do vírus influenza A (H3N2) subclado K no Distrito Federal não representou, até o momento, uma mudança no padrão dos casos de gripe no Distrito Federal. Mas o óbito de uma adolescente de 17 anos com a variante reforça a importância das vacinas para prevenir casos graves da doença e hospitalização.

Na rede pública, a dose contra a gripe é gratuita e está disponível em diversas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). O imunizante é voltado a grupos prioritários e considerados mais vulneráveis pelo Ministério da Saúde.

Dentre os principais públicos estão crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; idosos a partir dos 60 anos; gestantes; puérperas até 45 dias após o parto; pessoas com comorbidades e deficiências; indígenas e quilombolas; população privada de liberdade; e uma série de profissões, como professores, caminhoneiros, policiais e militares das forças armadas. A vacina deste ano protege esses grupos contra três variantes do influenza.

Iniciada em 25 de março, a vacinação contra a influenza já alcançou mais de cem mil pessoas em 2026. Porém, a meta para o DF é chegar a 1,1 milhão de habitantes.

Outros vírus e medicação

Destaca-se que a influenza não é a única causadora da chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Mulheres a partir das 28 semanas, por exemplo, devem vacinar-se contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite em recém-nascidos.

O VSR é foco, ainda, do nirsevimabe, um anticorpo oferecido a bebês de até seis meses e que tenham nascido prematuros, com menos de 37 semanas de idade gestacional. Também é aplicado em crianças menores de 24 meses com comorbidades. Já os bebês que receberam o palivizumabe em 2025 e que tenham menos de um ano devem tomar novas doses, com foco na proteção contra o VSR.

A vacinação em combate à covid-19, por sua vez, é destinada a uma série de grupos, incluindo todos os idosos a partir dos 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos.

Casos de SRAG

Entre janeiro e 14 de abril deste ano, o DF registrou 1.627 casos de SRAG, das quais 67 foram causados pelo vírus influenza, 199 pelo VSR, 303 pelo metapneumovírus, 537 pelo rinovírus, 71 por outros vírus respiratórios e 33 por covid-19. Em 434 casos, não foi especificado o tipo de vírus e, em dois, houve a presença de outro agente. Há ao menos 175 codetecções com vírus distintos identificados de maneira simultânea.

No mesmo período, foram computados seis óbitos – um confirmado pelo vírus influenza e outros cinco não foi possível identificar o agente causador.

O crescimento dos casos de março a julho ocorre, principalmente, devido ao clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão.

Por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES-DF acompanha o cenário na capital, incluindo o sequenciamento genético dos vírus em circulação. Até 15 de abril, a equipe laboratorial identificou o subtipo H3N2 (clado 3C.2a1b.2a.2a.3a.1 e subclado K) em 13 amostras de vírus influenza A.

Onde buscar atendimento?

Os sintomas da influenza K podem ser confundidos com aqueles causados por outros vírus respiratórios e até outras variantes. Em caso de sinais leves, a orientação da SES-DF é buscar uma das 183 Unidades Básica de Saúde (UBSs). Desse total, 66 UBSs abrem nas manhãs de sábado, das 7h às 12h. E nove UBSs funcionam de segunda a sexta-feira no período noturno, até 22h.

Se houver sintomas mais graves, recomenda-se procurar uma das 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou os hospitais da rede SES-DF. O atendimento é feito por um protocolo de cores que define a gravidade do caso e o tempo de espera previsto.

📝 Fonte: Secretaria de Saúde do DF
📸 Reprodução/Internet/Google

Compartilhe este conteúdo:

Publicar comentário