Arquivos divulgados do caso Epstein revelam suposta associação com Dalai Lama

Destaque

Arquivos divulgados do caso Epstein revelam suposta associação com Dalai Lama

Os documentos divulgados revelam que, em 2012, foi orçado US$ 1 milhão para reformar uma residência destinada à hospedagem do líder tibetano

O gabinete do Dalai Lama negou neste domingo (8) de forma “inequívoca” e contundente qualquer vínculo entre o líder espiritual tibetano e o falecido magnata Jeffrey Epstein, depois que seu nome foi mencionado em mais de 100 ocasiões nos arquivos judiciais recentemente tornados públicos nos Estados Unidos.

“Algumas reportagens recentes da mídia e publicações nas redes sociais em relação aos ‘arquivos Epstein’ estão tentando vincular Sua Santidade a Jeffrey Epstein. Podemos confirmar de forma inequívoca que Sua Santidade nunca conheceu Epstein nem autorizou qualquer encontro ou interação com ele por parte de ninguém em seu nome”, assinalou o comunicado oficial.

A reação do gabinete de Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, ocorre após a divulgação de registros federais nos Estados Unidos, nos quais o círculo administrativo do líder tibetano aparece citado em mais de 150 ocasiões, conforme a Agência EFE pôde comprovar.

Os documentos divulgados revelam que, em 2012, foi orçado explicitamente US$ 1 milhão para reformar uma residência destinada especificamente à hospedagem do líder tibetano e de uma comitiva de 15 pessoas durante duas semanas.

Além disso, os arquivos descrevem o uso de aeronaves privadas da rede de Epstein para deslocamentos de Sua Santidade naquele mesmo ano e eventos nos quais o magnata dizia que iria vê-lo.

Um e-mail de outubro de 2012 enviado pelo próprio Epstein reforça este vínculo logístico: “Eu te disse há quase um mês na ilha que o Dalai Lama viria e quero ir lá para vê-lo”, escreveu o magnata a um colaborador, confirmando seu acompanhamento pessoal da visita.

Anos depois, em 2015, Epstein insistia em e-mails internos que estava “trabalhando” para atrair o Nobel da Paz a jantares privados, assegurando a seus sócios que seus contatos acadêmicos poderiam “conseguir o Dalai Lama”.

No entanto, a EFE pôde constatar que mais de 130 destas menções correspondem a referências genéricas, como artigos de imprensa, ensinamentos budistas ou listas de personalidades internacionais que o magnata colecionava em seus arquivos.

📝 Fonte: Jovem Pan
📸 Reprodução/Internet/Google

Compartilhe este conteúdo:

Publicar comentário