NFL e a jogada histórica que mexeu com Seahawks há 11 anos e ainda repercute no confronto com os Patriots
Decisão polêmica dos Seahawks na linha de 1 jarda há 11 anos ainda repercute no confronto com os Patriots no Super Bowl LX
É uma das jogadas mais memoráveis na história do Super Bowl. Continua sendo uma das decisões mais desconcertantes na história do futebol americano profissional. E suas ramificações ainda são sentidas 11 anos depois, enquanto Seattle Seahawks e New England Patriots se enfrentam no Super Bowl LX deste domingo (8).
Faltavam 27 segundos para o fim do Super Bowl XLIX, em fevereiro de 2015, e os Seahawks estavam quatro pontos atrás do Patriots de Tom Brady. Seattle precisava de apenas uma jarda para garantir seu segundo Super Bowl consecutivo e inaugurar uma nova dinastia no Noroeste do Pacífico.
No backfield estava um dos melhores running backs da liga, um destruidor chamado Marshawn Lynch.
Todos em Glendale, Arizona, e ao redor do mundo pensavam que a bola estaria nas mãos de Lynch para conquistar aquela última jarda e garantir o jogo. Todos estavam errados.
“Quando entrei no jogo, pensei: ‘Cara, o que posso fazer?’ Eu realmente não posso fazer nada. Se eles correrem com a bola, eu não vou fazer aquela tackle, certo? Eu não vou fazer aquela tackle. Eu estava quase querendo sair da posição de cornerback e ir para dentro da box jogar como linebacker, sabe? Mas eu disse, vou apenas fazer meu trabalho. E fui contra as probabilidades. Eles também foram”, disse o ex-cornerback dos Patriots Malcolm Butler à CNN Sports.
O que aconteceria em seguida – Russell Wilson recebendo o snap, virando-se para Ricardo Lockette e lançando um passe apenas para Butler chegar primeiro e interceptar a bola – mudaria as duas franquias de maneiras que durariam pelo resto de suas histórias.
Aquela vitória em fevereiro de 2015 encerrou um período de 10 anos sem Super Bowl para os Patriots e levou Brady e Bill Belichick a uma segunda dinastia, consolidando seus lugares como o maior quarterback e técnico principal de todos os tempos.
As sementes plantadas durante aquela corrida incrível – três aparições adicionais no Super Bowl, duas delas resultando em campeonatos, nos cinco anos seguintes – cresceram até se transformar em um divórcio que forçou a primeira reconstrução total da New England em uma geração.
Para os Seahawks, isso representou o momento em que as águas começaram a recuar da era de ouro da franquia.
Lynch acredita que a Legion of Boom — defesa do Seahawks — combinada com ele mesmo, Wilson e um grupo de receptores fundamentais, poderia ter conquistado pelo menos mais um Super Bowl, se não mais.
A dinastia dos anos 2010 poderia ter sido azul e verde em vez de vermelho, branco e azul. Em vez disso, o que se seguiu foi a lenta desintegração de um núcleo campeão, uma incapacidade de escalar novamente a montanha e o lento e deprimente deslize para lamentar o que poderia ter sido.
E tudo começou com uma escolha desconcertante.
Quebrando o Beast Mode
Quando ouviu a chamada da jogada no huddle (rápida reunião antes de cada jogada), Lynch ficou tão atordoado que não conseguiu realmente processar o que havia acabado de acontecer.
“Se você voltar e olhar a jogada… eu estou processando, estou alinhado do lado errado. Eu me alinho do lado errado”, disse Lynch a Shannon Sharpe no podcast Club Shay Shay em 2023.
“Estou saltando de um lado para o outro atrás do (Wilson) tipo, ah m***. No momento em que caiu a ficha tipo, ‘o que você acabou de chamar?’, você só ouve toda a torcida do outro lado do campo.”
📝 Fonte: CNN
📸 Reprodução/Internet/Google
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