O que está em jogo para o agro brasileiro, com o acordo feito entre UE – Mercosul
Os países da União Europeia deram aval provisório nesta sexta-feira (9) ao acordo de livre comércio com o Mercosul, bloco que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
A sinalização positiva abre caminho para a fase final de um acordo negociado há mais de 25 anos.
Com o aval do bloco nesta sexta, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar oficialmente o tratado na próxima segunda-feira (12), no Paraguai.
Depois disso, o acordo ainda terá que ser aprovado nos parlamentos dos países. O deputado alemão Bernd Lange, que participa da Comissão, afirmou à Reuters que acredita que a votação final acontecerá entre abril e maio.
O acordo não envolve só o agro, mas este foi o ponto mais sensível ao longo das décadas de negociação do livre comércio.
Uma parte ruidosa dos produtores europeus protagonizou diversos protestos, alegando que seria prejudicada com a entrada de produtos sul-americanos mais competitivos.
O Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, deve ser um grande beneficiário do acordo. O bloco europeu já é o segundo maior cliente do agro brasileiro, atrás da China e à frente dos Estados Unidos.
O acordo assume um peso ainda mais estratégico para o Brasil depois que as vendas do agro para os EUA despencaram em 2025, diante do tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump.
A sobretaxa acabou sendo retirada em novembro — mas quase metade das exportações do agro brasileiro ainda está submetida a ela.
Além disso, recentemente, China e México, outros grandes compradores do Brasil, adotaram limitações para as importações de carne.
📝 Fonte: G1
📸 Reprodução/Internet/Google
Compartilhe este conteúdo:



Publicar comentário